31.1.14

come home

Lembro-me da primeira carta que te escrevi. Quase que a descobrias antes de ser a hora certa de a veres. Sei que cada palavra que te dava era do mais sincero que possas imaginar. Foste o primeiro a quem escrevi algo do género. Eu já não a tenho, mas continuo na esperança que tu ainda a tenhas no lugar mais carinhoso do teu coração e que, um dia, a possamos voltar a ler, juntos. Não sei como fizeste o enterro de todo o nosso amor. Mas, eu fi-lo da melhor forma. Guardei todas as trocas de amor que fizemos, das mais sinceras às mais aldrabadas, sem qualquer tipo de rancores. Escrevo-te como se ainda estivesses na minha vida ou como se fosses ler alguma das minhas palavras. É tão irónico. Ainda assim, continuarei a entregar-te o meu coração, tão congelado, implorando para que me voltes a aquecer com o calor do teu corpo.

7 comentários:

  1. Fascinante o sentimento que descreves nestas palavras. Amores verdadeiros nunca terminam, perduram na memória, na história passada da nossa pessoa.

    Um beijo :)

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  2. sim, tenho de concordar contigo. por vezes, o inesperado é bom. mas acho que todos temos sempre aquele desejo de saber como é morrer...
    «É tão irónico. Ainda assim, continuarei a entregar-te o meu coração, tão congelado, implorando para que me voltes a aquecer com o calor do teu corpo.» e é tão isto....

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  3. Adorei o texto e o teu blog, vou passar por aqui mais vezes :)

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  4. Escreves sempre tão bem!
    Ps: Mudei o link do meu blogue, para me continuares a seguir o link novo é este http://expressoesdeinocencia-filipa.blogspot.com/ ; Beijinho :)

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  5. Se eu escrevo bem, tu escreves maravilhosamente. Olha para isto aqui, fantástico <3 Muito obrigada!

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